Descordo VPuga,
Ha não muito tempo atrás tinhamos uma quantidade consideravel de arquivos denominados warez para o win. A grande maioria, se não a totalidade, utilizavam cracks para alterar o comportamente inicial do programa, muitas vezes substituindo seu executavel original.
Vc deve se lembrar que as atualizações costumavam não serem executadas corretamente devido a isso, bem como os servidores oficiais de partidas online não aceitavam versoes alienigenas.
O uso do crack no-cd algumas, se não muitas, vezes, ocupam o lugar do crack. Na verdade o no-cd seria enganar a checagem de midia e ainda aplicar o crack, que muitas vezes alterava o software alvo de maneira a este ser executado mesmo com a inserção de chaves-códigos falsas/clonadas, ou mesmo substituia a checagem pelo sistema, direito real que o desenvolvedor tem com relação a seu software.
O simples fato de vc alterar o comportamento de um programa sem a anuência do proprietario de seus direitos, no caso de jogos desenvolvidos para a plataforma win, já é motivo suficiente para medidas judiciais. É obvio que eles não estão preocupados com quem os utiliza, mas vc incorre em penalidades semelhantes à de quem criou o crack.
Lembre-se que ao comprar o jogo, na verdade vc apenas adquiri uma licensa de uso, não detem qualquer direito de manuseio indiscriminado de seu conteúdo, bem como de alterações à estrutura de sua funcionalidade no sistema ou fora dele.
É claro que esta é uma visão muito seca do todo, mas é parte bem importante no que diz respeito à diferença para o software livre. Cabe tbém ressaltar que se seguissimos a risca estes preceitos muito provavelmente não teriamos os excelentes mods de jogos que, em alguns casos, acabam por ofuscar até mesmo o jogo principal.
Mas a verdade nua e crua é que o uso de cracks, mesmo os que apenas desviem a checagem de midia, no-cd, afetam os direitos e deveres que vc adquiriu ao comprar a licensa de uso.
É bom salientar também que na verdade a engenharia reversa não constitui crime se observados alguns critérios. Se vc realizar engenharia reversa e utilizar as informações obtidas para vc mesmo e não repassa-las a ninguém, bem como não se utilizar das inovações ou recursos identicos aos usados, para a confecção de algo semelhante, esta tarefa apenas será parte de sua capacitação intelectual, se não, vejamos, se eu desmontar um carro inteiro, remontar tudo, tirar minhas conclusões e projetar um carro serei processado por isso? Creio que não, a engenharia reversa é instrumento de aprendizado, mesmo no caso de softwares, é medida de equivalência para o desenvolvimento. O próprio wine foi escrito com engenharia reversa, mas apenas para se identificar como as rotinas gráficas eram interpretadas, área do conhecimento, que ajudou o pessoal da transgamminga desenvolver um dos pontos chaves para o Linux, jogos.
É estranho, mas entender que a engenharia reversa seja um benefício, é desenvolver a possibilidade de evolução, afinal, da análise de funcionamento das coisas é que construimos outras. É bem verdade que no mundo do software a coisa funciona um pouco diferente, em alguns casos nao podemos nem analisar certas coisas, mas também nunca vi um esquema de bomba atomica por completo, tem coisas na vida que a gente supera. Acho que minha posição tem certo ponto de fundamento.
Abs