Talvez não tenham entendido a essência de meu comentário... Mas vamos lá.
O principio inicial é que: Muito se fala, pouco se faz....
Não vai ser a minha primeira participação nesse tipo de iniciativa, e espero que aconteça o mesmo que sempre acontece, muita falação e pouco serviço.
A ultima que me lembro bem foi o "doc superior" que visava criar uma wiki documentando sobre todas as distribuições populares no Brasil, como resolução de problemas e tudo mais.
Muita empolgação, muita gente dizendo "Eu ajudo".... No final o projeto caiu no esquecimento.
Então vamos lá, quais seriam minhas considerações....
Primeiro e mais importante:
Não existe comunidade openSUSE no Brasil.
Simples assim, como bem ressaltou o usurário Don, a grande maioria dos usuários aqui desse forum não são frequentadores, e arrisco dizer que provavelmente nem usam openSUSE mais. Muitos só se cadastraram para tentar sanar uma duvida e sumiram, voltaram para o Windows ou algo similar.
A segunda coisa:
Não se organiza o "nada".
Não adianta vir com essa coisa de "agora não é hora", sempre é hora, já passou da hora, todo momento é hora de dar ideias do que fazer. Se não vamos teorizar para sempre.
Não se resume pessoas para um "movimento" sem objetivos concretos.
Antes de tudo é preciso definir o que é/seria a comunidade openSUSE no Brasil e quais suas obrigações.
Como isso é feito? Democraticamente?
NÂO! Meritocraticamente. Não existe democracia em projetos, alguém precisa iniciar algo, para esse "algo" ser melhorado.
O que é feito usando a democracia é a eleição de quem tem mais méritos para Liderar o projeto, só isso.
Terceiro ponto:
Um barco não ruma sem destino.
Essa analogia simples é uma extensão do que eu disse antes, é preciso ter algo para ser organizado. Caso contrario, só existira um monte de gente, em uma hierarquia qualquer fazendo nada. Tal como é nosso Governo.
Quando eu disse: Posso colaborar com artigos, etc etc... Esse é um dos papeis do qual eu poderia está inserido na comunidade, e um dos objetivos da comunidade.
Se define que não é papel da comunidade tais artigos, então não me interessa participar da comunidade, assim como se é definido que traduções não é papel da comunidade muitas pessoas interessadas em ajudar nas traduções não irão participar da comunidade.
Tudo o que eu falei são "ideias", não é algo para amanhã, mais são ideias do que poderia ser papel da comunidade.
Exemplo:
- Oi sou a comunidade openSUSE, pretendemos fazer isso, isso, isso, e isso.
- Paraquedista: Nossa, legal, achei uma boa ideia fazer isso, vou ajudar.
Assim a comunidade adquire membros.
Respondendo mais diretamente ao usuário kayohf: Essas ideias não existem, pois não se organizam pessoas sem objetivo.
E o que fazer: Voltemos aos itens anteriores....
Meritocraticamente, todos os participantes já conhecidos de tal comunidade, como os que participaram de tal reunião, já podem reunir tais ideias, (as ideias do que poderia ser feito, ou poderia ser papel da comunidade) para então, dividir tarefas, definir prioridades, etc, etc...
Esse é o papel de um gerente de projeto, ele dá o "esqueleto" dai com a "equipe" ele melhora, modifica, etc, etc.
Pegando novamente meu comentário feito antes, quais pontos poderiam ser retirados para ser papel da comunidade:
- Manutenção de repositório;
- Produção de Artigos;
- Traduções;
- Tutoriais;
Esse tipo de coisa não se define "depois", e sim antes do projeto, para depois alocar recursos.
Meritocraticamente o Carlos Ribeiro (por exemplo) pode dizer: Vamos nos focar só em traduções e artigos.
Ok, é uma definição. Assim é aberto uma chama para pessoas interessadas em ajudar nas traduções, uma pagina para cadastro é criada, etc, etc, etc... Um Link para submeter artigos é disponibilizado, etc, etc, etc.
Caso contrario vamos estar organizando o nada.
Arrisco dizer que o maior nome da comunidade openSUSE no Brasil é o Alessandro de Oliveira Faria (A.K.A. CABELO), que independente de forum, reunião, sempre esteve submetendo artigos de alta qualidade relacionados ao openSUSE, ou simplesmente usando o openSUSE, o que é ainda mais importante. Não precisou ninguém dizer: Vamos fazer isso. Ele foi lá e fez.
Porém no entanto, todavia isso nos leva a minha quarta consideração.
Não existe comunidade, sem participantes.Pegamos o comentário do usuário FábioFarias.
Qual o objetivo disso tudo? Vocês tiveram uma reunião, vocês quem? Porque vocês? Quem são vocês?
OK, entendemos que na reunião o objetivo era formentar uma comunidade no Brasil.... Eee?
Acontece, que colocado dessa forma, é um avisa de um determinado grupo, sobre um assunto genérico qualquer, para um monte de gente.
Se vocês, que pelo visto, já participam do projeto, não sabem quais os pontapés inicias devem ser dado, comunidade nenhuma vai ser formada.
Comentários como o que eu fiz, servem de "pontapé", e não como "deixa pra depois". É preciso extrair o que a "comunidade" deseja, colocar como ponto a ser discutido, e abordar o assunto de forma com que algo possa ser produzido no futuro.
Não adianta eu levantar a mão dizendo: Eu participo. Como eu disse, já participei de vários desses projetos. O ultimo tinha nada a mais, na a menos que 50 membros com conhecimento técnico. Porém se alguém perguntasse para eles o que eles faziam, nenhum ia saber de nada.
O que deve ser feito não é reunir pessoas para depois tentar definir o que fazer, é tentar definir o que pode ser feito para então reunir pessoas interessadas em contribuir nesses aspectos.
Já tem esse link:
http://pt.opensuse.org/REUNIOESAdicione lá diversos tópicos de podem ou não ser discutidos nas próximas reuniões, e convoque as pessoas que estão interessadas nesse tipo de atividade.
Se não vamos ficar discutindo sexo dos anjos. Lá nesse link está: "Como criar uma engrenagem continua e ativa no Brasil"
Isso não existe, não existe essa engrenagem, não existe a formula mágica. O que existe é:
- Entender e definir o papel da comunidade.
- Levantar o que já foi feito e o que pode ser feito.
- Identificar comunidades ao redor do mundo e quais são suas tarefas.
- Definir tarefas para os participantes do projeto.
E por ai vai.... Só para esclarecer, quem é que define essas tarefas? Quem pegar estiver disposto a pegar essa batata quente, e ao que me parece a perece é o Carlos Ribeiro. Quem são os participantes, quem participa das reuniões e quem em algum momento se pronunciou dizendo: Eu faço isso. Todo o resto não é participante do projeto, e sim possíveis participantes, ou futuros participantes.
Como torna-los participantes: Pergunte para eles o que eles desejam fazer, o que eles sabem fazer... E por ai vai. Crie a infra estrutura necessária para isso, e convoque essas pessoas para exercer tais tarefas.
Se não me engana o ¡ElCheVive! tentou fazer isso a um tempo atrás com relação as traduções, porém vários disseram que gostariam de participar, poucos definitivamente participaram.
A hora não é de jogar a rede no mar e esperar que o peixe entre, é hora de falar: Ok fulano, então assim baixa esse pacote aqui de texto aqui em inglês do programa ZYZ e tente traduzir depois envie para o lugar X.
Vou responder a pergunta:
- Como criar uma engrenagem continua e ativa no Brasil.
R: Precisamos de Liderança.